Amor, essa palavra que me mata
me corta (como uma faca)
me deixa no chão, como um cão
nu sem sossego, como o prazer que te nego.
Dor, cativa, privada,
bruma que te cobre o corpo de fada,
sonho, distante na mente
e de repente, saber que se está só.
É duro, é puro, o futuro,
sempre presente como o céu na tua frente
pintado, queimado, vazio assumido
um corpo triste despido
e uma mão que se estende,
depende de quem vier
e é mesmo assim que se quer.
Longe ou perto,
tudo é deserto
Tudo é montanha que te arranha a alma
com fúria, com calma
juízo, não tenho medo, não temo
só tremo de pensar...
mas não penso, e tenso te faço viajar
com a voz.
Lembro Novembro passado
quando os dias eram curtos
e as noites de fado,
rasgado, cantado, sentido.
No Deus que criámos
aprendemos a viver, de cor,
meu amor,
e agora, é hora,
tudo fica por fazer,
quero-te dizer mais uma vez
que te amo, talvez, te quero,
te espero e desespero por ti,
e que isso só por si
me chega p'ra viver,
mesmo quando só houver...
silêncio...
imenso,
e dor, e pior meu amor,
a lembrança que descansa
os olhos teus nos meus...
Adeus.'
Existem poemas perfeitos
este é um deles.

10 comentários:

Patricia disse...

Adorei :)
Parabens , está fantástico .

al disse...

perfeito mesmo :|

uau

Leandro disse...

É um texto de adeus. De adeus no amor... é um texto sempre incompleto!
Parabéns

Margarida disse...

nao podia deixar passar este poema lindoooo!!!
principalmente porque é interpretado por um dos meus artistas portugueses preferidos!!
tiago bettencourt , ele sim dá sempre um toq pessoal, um toq so dele em todas as musicas!!
post perfeitooo

beijinhooo

Dark angel disse...

Se quiseres, tens um miminho no meu blogue para ti!
Fica bem :)

Ricardo disse...

este poema tocou-me.. ás vezes não tenho palavras para dizer certas coisas mas este poema chora o meu sentimento.

Rabisco disse...

Olá João!
Estás bom?
Não conhecia o poema nem a canção...
Obrigado por partilhares...é muito bonito!
=)

Abraço

Rabisco disse...

Desde que visitei o teu blog pala última vez, esta música tem sido uma constante por cá!
A ti te devo...
Vê se voltas...

Abraço

Anónimo disse...

pedro abrunhosa 1994

João disse...

exactamente. diz em cima ser uma música. de qualquer forma, anónimos.. identifiquem-se -.-'

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