"Silêncio!
Do silêncio faço um grito
O corpo todo me dói
Deixai-me chorar um pouco.

De sombra a sombra
Há um Céu...tão recolhido...
De sombra a sombra
Já lhe perdi o sentido.

Ao céu!
Aqui me falta a luz
Aqui me falta uma estrela
Chora-se mais
Quando se vive atrás dela.

E eu,
A quem o céu esqueceu
Sou a que o mundo perdeu
Só choro agora
Que quem morre já não chora.


Solidão!
Que nem mesmo essa é inteira...
Há sempre uma companheira
Uma profunda amargura.

Ai, solidão
Quem fora escorpião
Ai! solidão
E se mordera a cabeça!

Adeus
Já fui para além da vida
Do que já fui tenho sede
Sou sombra triste
Encostada a uma parede.

Adeus,
Vida que tanto duras
Vem morte que tanto tardas
Ai, como dói
A solidão quase loucura."


naquele instante tudo parou..
Olhei-me ao espelho. E chorei.
desarmado de tal forma e com tamanha facilidade,
queda sem um chão que me apoie e me faça acreditar
no sonho que te idealizou alguem assim tao especial.

2 comentários:

Prettyinscarlet disse...

Não te sintas desarmado inutil ou que perdes te o sentido.

tens sempre aqui um amigo que te fara mostrar que vale a pena e que a todo o custo fara o vento soprar favoravel

:D

Rabisco disse...

Este poema é absolutamente fantástico...
O silêncio...tão cheio de palavras e sentimentos...
Se te deixares inundar por ele, deixa, não estás só e não serás o único...
É apenas sinal de que sentes!

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